sábado, 12 de dezembro de 2015

Os jovens e os direitos humanos

Jovens mulheres bengali levantam seus punhos em um protesto realizado em Shahbagh. Foto: Kajal
Estados Unidos, 13/8/2015 – Uma profunda ironia envolve o Dia Internacional da Juventude, celebrado ontem: quase não se presta atenção ao reduzido espaço destinado aos jovens defensores dos direitos humanos que cada vez são mais reprimidos pelos governos.
Nos últimos anos, ajudado pelo poder de conexão das redes sociais, o mundo foi testemunha da crescente força dos jovens na luta por seus direitos e em moldar suas comunidades. Os jovens mobilizam as massas para chamar à responsabilidade seus governos, pedindo que respeitem, protejam e cumpram os direitos humanos.
Naturalmente, os jovens sempre desempenham um papel fundamental nos movimentos sociais. Mas agora cada vez mais assumem papéis de liderança em movimentos de protestos pacíficos e sendo a força motora das mudanças. Organizam manifestações e protestos, ocupando espaços públicos e mantendo conversações diretas com os governos. Não esperam que lhes digam o que devem fazer.
Mas isso tem um preço. Lamentavelmente, e com muita frequência, os Estados respondem ao compromisso cívico pacífico dos jovens batendo e prendendo seus ativistas.
Peguemos como exemplo o caso da Birmânia. Mais de cem líderes estudantis, incluídos defensores dos direitos humanos e ativistas, são presos por protestarem contra a nova Lei Nacional de Educação. Entre eles está Phyoe Phyoe Aung, de 26 anos e a líder de um dos maiores movimentos estudantis do país.
                                                                                     Continua (parte 1 de 3)

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                 O QUE SE ENTENDE POR 



                    DIREITOS HUMANOS

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