![]() |
| Jovens mulheres bengali levantam seus punhos em um protesto realizado em Shahbagh. Foto: Kajal |
Estados
Unidos, 13/8/2015 – Uma profunda ironia envolve o Dia Internacional da
Juventude, celebrado ontem: quase não se presta atenção ao reduzido espaço
destinado aos jovens defensores dos direitos humanos que cada vez são mais
reprimidos pelos governos.
Nos últimos anos,
ajudado pelo poder de conexão das redes sociais, o mundo foi testemunha da
crescente força dos jovens na luta por seus direitos e em moldar suas
comunidades. Os jovens mobilizam as massas para chamar à responsabilidade seus
governos, pedindo que respeitem, protejam e cumpram os direitos humanos.
Naturalmente, os jovens
sempre desempenham um papel fundamental nos movimentos sociais. Mas agora cada
vez mais assumem papéis de liderança em movimentos de protestos pacíficos e
sendo a força motora das mudanças. Organizam manifestações e protestos,
ocupando espaços públicos e mantendo conversações diretas com os governos. Não
esperam que lhes digam o que devem fazer.
Mas isso tem um preço.
Lamentavelmente, e com muita frequência, os Estados respondem ao compromisso
cívico pacífico dos jovens batendo e prendendo seus ativistas.
Peguemos como exemplo o
caso da Birmânia. Mais de cem líderes estudantis, incluídos defensores dos
direitos humanos e ativistas, são presos por protestarem contra a nova Lei Nacional
de Educação. Entre eles está Phyoe Phyoe Aung, de 26 anos e a líder de um dos
maiores movimentos estudantis do país.
Continua (parte 1 de 3)
O QUE SE ENTENDE POR
DIREITOS HUMANOS

Sem comentários:
Enviar um comentário