Continuação - parte 3 de 3
Mas negar aos jovens um lugar na mesa limita as oportunidades de participar em debates sobre o progressivo cumprimento dos direitos humanos. Mesmo quando os jovens têm permissão para participar, frequentemente o fazem de maneira pouco significativa ou para cumprir o protocolo, porque se presume amplamente que estão ali para aprender e se desenvolver, e não para contribuir de modo igualitário com as soluções.
Esse enfoque centrado na idade se converte em um ciclo vicioso: se dá muito pouco espaço para os jovens participarem ativamente e moldarem a agenda, enquanto os políticos não abordam efetivamente as barreiras que os jovens enfrentam para terem acesso aos direitos humanos básicos.
Precisamos dar um passo atrás e refletir sobre o que isto significa para a reação dos Estados diante dos jovens quando estes se comprometem pacificamente com a sociedade, em uma tentativa de criar um espaço para que participem de decisões que afetam suas vidas.
Se os governos levarem a sério as vidas dos jovens, deverão garantir que os jovens defensores dos direitos humanos possam exigir e exercer seus direitos livremente e sem medo.
É verdade que uma participação cívica significativa dos jovens não se produzirá da noite para o dia e que levará tempo criar associações intergerações produtivas que estejam baseadas na confiança. Mas os governos podem dar o primeiro passo libertando, imediata e incondicionalmente, todos os defensores dos direitos humanos detidos por exercerem seus direitos de modo pacífico.
IN http://www.envolverde.com.br/rede/ips-rede/jovens-defensores-dos-direitos-humanos/
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Para escutar...
Para recordar...
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