domingo, 13 de dezembro de 2015

Os jovens e os direitos humanos

Continuação: parte 2 de 3
Em outras partes do mundo as coisas não são muito diferentes. Em junho, as forças de segurança de Angola prenderam arbitrariamente 15 jovens ativistas por participarem de uma reunião onde debatiam pacificamente sobre política e algumas de suas preocupações em relação ao governo do presidente José Eduardo dos Santos, que está no poder há 36 anos.
Essas respostas com mão dura não ocorrem apenas na Birmânia e em Angola. Em todas as partes – da Turquia à Venezuela, dos Estados Unidos ao Egito – jovens defensores dos direitos humanos são colocados atrás das grades por realizarem essa atividade. A sociedade nem sempre vê com bons olhos os atos de resistência que os jovens protagonizam.
Como observou o relator especial das Nações Unidas sobre a Situação dos Defensores dos Direitos Humanos, “a percepção geral dos jovens na sociedade, também transmitida por meios de comunicação estabelecidos, frequentemente assinalam sua pouca idade e a falta de maturidade como motivo para não lhes dar voz em assuntos públicos. Os movimentos juvenis e estudantis são vistos como geradores de problemas e não como atores sérios que podem contribuir de modo positivo com o debate público”.
                                                             Continua (parte 2 de 3)



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              ANGOLA: O PAÍS ONDE MORREM



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